Dissertação

This post will uncommonly be written in Portuguese, as iot concerns to my written Master degree thesis. This is a scrap of the introduction. I’m not sure if I’ll write an English version, but that is likely to happen, since there are not many studies on this field – Newspaper design.

Dissertação _ Mestrado em Design da Imagem

Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto

Professor Heitor Alvelos (Orientação)

Professora Cristina Ferreira (Co-orientação)

Alda Sofia Gomes da Silva

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Introdução

(em edição)

A regulamentação da profissão e um forte sentimento de classe por parte dos designers, são as formas de garantir o correcto desempenho da actividade e de criar condições para que estes tenham a oportunidade de desempenhar as suas funções sem concorrência desleal e com as justas circunstâncias. Esta questão não trata de um mero interesse corporativo, mas de garantir que os designers tenham a oportunidade de servir bem a sociedade.

O design é, por definição, uma actividade multidisciplinar em que o designer recorre a especialistas e conhecimentos de outras áreas, desta forma possibilitando resolver problemas de forma mais consistente.”

Daniel Raposo Martins1

Este estudo concentra-se na importância crescente de uma identidade gráfica forte na área da comunicação social, nomeadamente no meio jornalístico e, mais particularmente, no jornal diário.

Numa primeira fase, foram analisadas as primeiras páginas de vários jornais diários de vários países, entre eles o Jornal de Notícias (Portugal), Público (Portugal), La Vanguardia (Espanha), La Voz de Galicia (Espanha), El Pais (Espanha), Corriere della Sera (Itália), Die Welt (Alemanha), The Guardian (Inglaterra) e New York Times (Estados Unidos da América). Pretende-se, numa primeira abordagem, encontrar padrões na composição gráfica e nas escolhas, elementos que, com maior ou menor proeminência, se verifiquem em todas as primeiras páginas destes diários.

De notar que todos os diários escolhidos se enquadram em economias capitalistas, nas quais o sistema de trocas se baseia na existência de um sector terciário preponderante e, logo, volátil e em constante evolução. Este enquadramento também se caracteriza por um panorama político democrático, na qual a informação sobre o quotidiano, desde o plano local ao mundial, viaja rapidamente, chegando a vários tipos de audiências. Especialmente através de vias digitais, de ferramentas como websites noticiosos, blogues, agregadores de notícias e plataformas sociais de interacção, é possível publicar, editar e partilhar conteúdos noticiosos com relativa facilidade e liberdade.

A velocidade a que os jornais têm alterado as suas imagens, mexendo nas suas próprias identidades gráficas, demonstra a luta constante deste meio de comunicação social face à evolução no campo da comunicação de massas.

Sendo que, actualmente, há meios que ultrapassam os jornais, especialmente no que respeita à cadência de publicação de notícias, há uma necessidade premente de dotar o jornal impresso de uma imagem mais atractiva e até mais adequada ao seu tempo. Roger Black, no livro Contemporary Newspaper Design – Shaping the news in the digital age: Typography & Image on modern newsprint, afirma, no prefácio da publicação, esta mesma necessidade crescente do jornal impresso em dar mais relevo à estrutura gráfica como forma de melhorar o seu serviço e de, assim, chegar a uma maior audiência. Nessa mesma obra, John D. Berry adianta que a evolução gráfica dos jornais se prende, em grande parte, às áreas tecnológica e económica. O autor aborda a evolução gráfica deste meio de comunicação social e ainda como esse processo acontece.

Neste contexto, o editor é, frequentemente, o cidadão comum, não jornalista, que, para além de criar o conteúdo, também edita a plataforma onde o vai inserir; consequentemente, acaba por ser o próprio designer da plataforma, ainda que nem todos os elementos sejam feitos de raiz por si. Tais facilidades permitem que a actividade de publicar, editar e partilhar conteúdos para uma certa audiência fuja aos parâmetros base da comunicação noticiosa: a informação processada por jornalistas, revista e cruzada, e só depois publicada. Actualmente, há que acrescentar à afirmação anterior que a informação é publicada em suportes estruturados e definidos por profissionais da área da imagem. Há, portanto, a problemática do papel desse profissional no campo da informação. No caso específico do jornal impresso, “quando é necessária uma nova imagem de um jornal diário, tal pode ser feito pela própria equipa do jornal, mantendo-o como um trabalho interno; ou pode ser feito por designers alheios à publicação, para obter uma nova perspectiva. Frequentemente, o processo é uma combinação de ambos” (BERRY, 2004).

Cada vez mais se verifica um entrosamento entre o designer e quem vai efectivamente pôr o seu trabalho em prática – editores, jornalistas, produtores de conteúdos. Daí que o Berry afirme que é importante a especialização do designer na área, para que compreenda totalmente as necessidades do jornal e para que trabalhe com maior eficiência com a equipa de conteúdos. Tal vem reforçar que o papel do designer é de cada vez mais relevância, apesar de (e tendo em conta, pelo menos, o contexto norte-americano em que o livro foi desenvolvido) “serem poucos os que se especializaram neste campo”.

Consequentemente, ainda é uma área em desenvolvimento, sendo notório o crescente empenho do profissional em impor-se como criador sapiente neste meio, trabalhando em prol do melhoramento destes órgãos de comunicação social. Assim sendo, comparando as edições supracitadas é possível estudar de que forma as grelhas das primeiras páginas em questão se aproximam e se distinguem.

A verificar-se um padrão, pode-se afirmar com alguma certeza que se deverá, em primeiro lugar, ao trabalho do designer profissional, mais especializado neste campo, em conjunto com o meio jornalístico. O designer tem um papel activo na estruturação gráfica da publicação, actuando, simultaneamente, como analista do mesmo. Percebendo os seus pontos fortes, as fraquezas, as necessidades, as ambições e a própria audiência, conseguirá realizar estruturas gráficas adequadas, passando o jornal a beneficiar desta colaboração.

“O design gráfico de jornais está a mudar a uma velocidade que não se via desde os dias de Hearst e Pullitzer.

Há cem anos, quando os jornais eram a primeira linha da notícia, verificou-se uma explosão extraordinária de experiências gráficas nesta área. Estimuladas pela agitação tecnológica de teletipo, linótipo, estereótipo – e da fotogravura -, os jornais foram rapidamente encontrando novos caminhos para agarrar a atenção. O jornal foi o primeiro meio de comunicação de massas. Uma série convulsiva de desenvolvimentos gráfico veio estabelecer as formas, as quais continuamos a ver hoje. As fotografias impressas, algo ainda muito recente, começaram a aparecer nas primeiras páginas. O uso vigoroso da tipografia, emprestado do design de cartazes publicitários, competiam com novas e robustas fontes para enunciar histórias sobre crimes chocantes e personalidades estupendas. Foi emocionante.”

Roger Black2

O Jornal de Notícias, sendo um dos órgãos de comunicação social impressos do nosso país, passa, necessariamente, por todo um processo de desenvolvimento e de readaptação da sua identidade gráfica ao ambiente em que está inserido.

Sendo um jornal português e sendo o diário mais vendido no nosso país, faz sentido um estudo que se debruce no processo de alteração da imagem desta publicação. Esta foi, portanto, a segunda fase deste estudo, durante a qual se analisou mais especificamente a actual grelha da primeira página do Jornal de Notícias e se a comparou com a grelha anterior.


Estado da arte

(a concluir)

O jornal impresso é, actualmente, um meio de comunicação visual, função que acompanha o seu carácter informativo. Assim sendo, é visível a consciente utilização de vários elementos de comunicação visual na sua composição gráfica, conferindo a cada um dos periódicos uma identidade própria.

Os elementos mais relevantes nesse aspecto e que se pretende aqui salientar são a fotografia, a tipografia e a cor. O formato pode ainda ser outro factor aqui considerado, pois vem tendo um carácter identificativo, principalmente em países como a Inglaterra. Tomando o exemplo britânico, o jornal The Guardian (1821), uma das referências do jornalismo mundial, mudou a sua imagem em 2005. Apesar do nível qualitativo da publicação não ter sofrido alterações, a mudança da imagem fez com que as vendas do periódico aumentassem significativamente, situação que comprova a importância do design editorial nos meios de comunicação social. O The Guardian havia já firmado a sua posição na história do design em publicações periódicas quando, em 1995, se tornou no primeiro jornal a utilizar fotografia a cores na primeira página3.

Este passo, conjuntamente com outras alterações gráficas que o jornal já tinha sofrido em relação à sua imagem inicial, pô-lo na vanguarda da modernidade no que respeita ao design editorial em meios de comunicação social periódicos, nomeadamente jornais.

Hoje em dia, o comum é, precisamente, encontrar-se uma fotografia na primeira página do jornal, ressaltando a importância do assunto em questão. Outras fotografias poderão ser utilizadas, mas em tamanhos menores e com menos destaque. A tipografia própria do periódico aliada à fotografia, faz com que, facilmente e quase que intuitivamente, o leitor escolhe qual o jornal que quer ler: a primeira página tem que ser suficientemente apelativa para que o leitor a escolha e suficientemente informativa para que transmita as indicações necessárias sobre os conteúdos sem desenvolver muito os mesmos assuntos.

Em Portugal, esta tendência não passa despercebida. O “Jornal de Notícias” mudou recentemente a sua imagem, marcando a celebração do seu 120º aniversário. Na nova imagem, foram melhorados aspectos tipográficos e a organização gráfica dos elementos, entre outros factores. Será esse o ponto de estudo: a nova imagem do diário português e as implicações do designer nesse processo.

Bibliografia:

AIRES, Eduardo Filipe Valente Cunha da Silva, A estrutura gráfica das primeiras páginas dos jornais: “O Comércio do Porto”, “O Primeiro de Janeiro” e “Jornal de Notícias” entre o início da publicação e final do séc. XX: contributos para uma ferramenta operacional e analítica para a prática do design editorial, Porto: FBAUP, 2006. Tese de Doutoramento em Design de Comunicação.

BERRY, D. John, e BLACK, Roger, Contemporary Newspaper Design – Shaping the news in the digital age: Typography & image on modern newsprint, Mark Batty Publisher, Jordan, 2004 (First edition)

1 Artigo publicado no blog designGráfico, em Fevereiro de 2006, redigido por Daniel Raposo Martins (http://www.designgrafico.art.br/comapalavra/designparatodos.htm).

2 In: BERRY, D. John (edited by) and BLACK, Roger (foreword by), Contemporary Newspaper Design – Shaping the news in the digital age: Typography & image on modern newsprint, Mark Batty Publisher, Jordan, 2004 (First edition)

3 Estas alterações, assim como uma cronologia da história do “The Guardian” estão referidas no artigo The Guardian – 25/25 – Celebrating 25 Years of Design (http://www.designmuseum.org/design/theguardian)

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Project 365.52 _ Until 143

These last photos were taken last year, last month. They represent December in Double Exposure. You’ll see one of my favourite books, “Jonathan Strange and Mr. Norrell” and some places I’ve been hanging around on. 🙂

Sorry for such a delay, but I’ve been busy at work and working as a freelancer and I’ve just been postponing the scanning of these photos!

More are yet to come from last year; I’ll try to post them next week. More double exposures (only a few more, just relax). 🙂

Cheers,

Alda